sábado, 8 de novembro de 2008
O professor e a leitura
Thaise nos falou da importância dos professores na sua trajetória de ser leitora. Eles têm muito a contribuir e sobre isso concordo com a reflexão do Prof. Júlio Diniz (PUC-Rio) "É necessário que o professor, mediador do processo, seja antes de tudo, um apaixonado leitor, condição indispensável para a orientação do trabalho de uma forma sistemática, sem perder ou inibir as manifestações que possam ocorrer com o aprofundamento da vivência em sala de aula. A voz do professor, apesar de guia, é apenas mais uma no polifônico exercício da leitura".
Sugestao de leitura
Para refletir...
"É o bom leitor que faz o bom livro; em cada livro, ele encontra trechos que parecem confidências ou apartes ocultos para qualquer outro e evidentemente destinados ao seu ouvido; o proveito dos livros depende da sensibilidade do leitor; a idéia ou paixão mais profunda dorme como numa mina enquanto não é descoberta por uma mente e um coração afins".
(Ralph Waldo Emerson, em Sociedade e Solidão)
Abraço.
Angélica Freire
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2 comentários:
vale lembrar tambem, como indicia a propria expressão 'apesar de guia'
que: Toda ação pedagógica é uma Violência Simbólica!
E o que dizer da violencia simbolica?!?
Temos de pensar, primeiramente, de qual conceito de violência estamos falando. Como, por exemplo, o nascimento, em si, representa ruptura, violação de um aconchego, mas, ao mesmo tempo, é libertação. Seria então uma violência simbólica, tal como nos fala Bordieu? E mais: Bordieu ao falar sobre "violência simbólica" ele se dirigia mais aos subterfúgios discursivos ou incisivos nos poderes criados, impostos camufladamente nas franjas sociais. Enfim, a conversa é para muitos dias e espaços. São, pois, muitos caminhos para comentários a partir da sua "provocação". Sugiro que aprofundemos cada uma das idéias postas: "o professor como guia"; " a concessão "apesar de" nessa tarefa [?!] do professor"; "a ação pedagógica"; "violência simbólica" e outros desdobramentos que se farão.
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